Carlos Castaneda

Diário de Hermenêutica Aplicada – Perguntas sobre o Caminho do Guerreiro: Quando irei Ver? Você está fazendo algo comigo?

Nesta seção, Castaneda aborda duas perguntas comuns. A primeira diz respeito a quando um praticante alcançará o “ver”, a percepção direta da energia. Ele explica que, embora as práticas sejam importantes, o elemento crucial é “intentar” o resultado – o estado que os feiticeiros chamam de “parar o mundo”, que é alcançado obliterando a importância pessoal. A segunda pergunta é sobre o medo de sensações físicas estranhas durante a Tensegridade. Castaneda relata como don Juan Matus explicava tais sentimentos não como manipulação externa, mas como respostas fisiológicas naturais ou um produto da mentalidade de vítima da própria pessoa. O conselho de don Juan era combater o medo sendo “impecável”.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que é Intencionalidade?

Castaneda começa com uma nota sobre seu uso da linguagem antes de explorar a “intencionalidade”, buscando ir além da filosofia padrão. Ele traça o termo desde os Escolásticos medievais até o filósofo do século XIX, Franz Brentano, que o definiu como a característica única dos fenômenos mentais de serem direcionados a um objeto. Castaneda então conecta isso ao conceito de feitiçaria do “chamado do intento”. Do ponto de vista de um feiticeiro, ele explica, o intento não é um produto mental, mas uma força energética tangível que existe fora do corpo físico e com a qual se pode engajar.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Anúncios

Esta seção detalha a programação de eventos da Cleargreen para 1996. Anuncia um seminário em São Francisco sobre “Intencionalidade” com novos instrutores chamados os Desbravadores, e um seminário em Los Angeles sobre “O Corpo Energético Feminino” com palestras de Castaneda, Carol Tiggs e outros. O lançamento de novos vídeos de Tensegridade (“Redistribuindo a Energia Dispersa” e “Doze Movimentos Básicos”) também é anunciado, juntamente com a edição em espanhol do livro de Castaneda, “A Arte de Sonhar”. Detalhes de assinatura e contato para o jornal são fornecidos.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Como fazer a Tensegridade?

Castaneda explica as origens da Tensegridade como uma versão modernizada dos “passes mágicos” da linhagem de don Juan Matus. Ele relata os ensinamentos de don Juan sobre esses feiticeiros antigos que podiam perceber a energia diretamente (o “ver”), o que revelou o “ponto de aglutinação” humano, onde a percepção é montada. Ao estudar o movimento deste ponto, eles desenvolveram a “arte de sonhar” e os passes mágicos. Castaneda observa que, após aprender esses passes em segredo, ele e seus companheiros discípulos decidiram torná-los públicos como Tensegridade, um nome que significa a tensão e a integridade que são as forças motrizes dos movimentos.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Quem são os Chacmools?

Nesta seção de perguntas, Castaneda aborda a questão sobre os “chacmools”, um nome dado às instrutoras Kylie Lundahl, Reni Murez e Nyei Murez. Ele explica a origem do termo, que don Juan Matus associava a guerreiros guardiões que protegiam locais sagrados. Castaneda esclarece que o título não é exclusivo; qualquer pessoa que aceite a responsabilidade de guardar, incluindo ele mesmo e Carol Tiggs, torna-se um chacmool. Ele observa que essas três mulheres foram as primeiras a trazer os passes mágicos ao público e agora estão passando para uma nova fase no caminho do guerreiro.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – Primeiro Princípio do Caminho do Guerreiro: Nós Somos Perceptores

Aqui, Castaneda apresenta a primeira premissa do caminho do guerreiro, conforme ensinada por don Juan Matus: “Nós Somos Perceptores”. Ele explica que, embora pareça óbvio, é uma declaração profunda para os feiticeiros, destacando que a orientação básica da humanidade é perceber. Segundo don Juan, os humanos interpretam um influxo mínimo de energia através de um sistema chamado “forma humana”, criando um mundo que é majoritariamente interpretação em vez de percepção direta. A premissa é, portanto, um chamado dos feiticeiros para retornar ao estado original de percepção direta da humanidade.

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Diário de Hermenêutica Aplicada – O que é Hermenêutica?

Nesta seção, Castaneda introduz o conceito de hermenêutica, traçando sua evolução de um método de interpretação de textos sagrados para uma disciplina filosófica mais ampla. Ele então declara o propósito do jornal: aplicar esses princípios aos ensinamentos de don Juan Matus, um feiticeiro Yaqui. O objetivo de Castaneda é focar na aplicação prática da estrutura interpretativa de don Juan, daí o nome “hermenêutica aplicada”, que enfatiza a praticidade de um feiticeiro em detrimento da filosofia abstrata.

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O Conhecimento Silencioso – A Série de Westwood

Este capítulo final é dedicado à “Série de Westwood”, um conjunto específico de passes mágicos que, segundo don Juan, funciona como a “força aglutinadora” que une as outras quatro áreas de interesse dos feiticeiros (o centro para decisões, a recapitulação, o sonhar e o silêncio interior) em uma unidade funcional. Castaneda explica que a série é dividida em quatro seções, cada uma correspondendo a uma dessas áreas de preocupação. O restante do capítulo serve como um manual prático, fornecendo descrições detalhadas de cada passe mágico dentro das quatro seções. As instruções abrangem os movimentos físicos, os padrões de respiração e o propósito energético específico de cada passe, como ativar o centro de decisões, forjar o corpo energético ou preparar-se para o silêncio interior.

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O Conhecimento Silencioso – Silêncio Interior

Este capítulo aborda o “silêncio interior”, o quinto e culminante tópico da prática dos feiticeiros, definido por don Juan como um estado de percepção livre de pensamentos e do diálogo interno. Este estado é a matriz para um salto evolutivo chamado “conhecimento silencioso”, uma forma de saber instantânea e não cerebral. Castaneda relata que don Juan ensinou que o silêncio interior é alcançado através da disciplina persistente de forçar-se a ficar em silêncio por períodos cumulativos, até que um limiar individual seja atingido e o silêncio ocorra espontaneamente. Ele descreve sua própria experiência avassaladora de atingir esse limiar, o que o levou a “parar o mundo” e, pela primeira vez, a se tornar *consciente* de que estava vendo a energia diretamente — uma capacidade que, segundo don Juan, ele sempre possuíra, mas da qual não tinha consciência deliberada.

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O Conhecimento Silencioso – Sonhar

Neste capítulo, Castaneda explora a “arte de sonhar”, que ele define como a técnica dos feiticeiros para quebrar os parâmetros da percepção normal e viajar para o desconhecido. Don Juan explica que o “sonhar” de um feiticeiro (*ensoñar*) é fundamentalmente diferente dos sonhos comuns (*sueño*) e baseia-se no deslocamento deliberado do “ponto de aglutinação” de sua posição habitual. Essa prática originou-se da observação dos feiticeiros de que o ponto de aglutinação se move naturalmente durante o sono. A chave para esta arte é o desenvolvimento da “atenção de sonhar”, uma disciplina que permite ao praticante manter o foco nos elementos de seus sonhos e, assim, entrar em mundos reais e geradores de energia. O “sonhar” é complementado pela “arte de espreitar”, que é a habilidade de manter o ponto de aglutinação fixo em uma nova posição, permitindo a exploração completa desses outros reinos.

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